Previdência.
Essa palavra que tentam complicar tanto, na verdade, tem um significado bem simples:

previdência

substantivo feminino

  1. qualidade do que é previdente.
  2. previsão do futuro; conjectura.

Embora não dê para prever o futuro, conseguimos nos planejar para ele. A ideia da previdência é acumular recursos agora para garantir uma renda no futuro, quando você não vai estar “tão produtivo”.

Pesquisas apontam que somente 1% dos brasileiros consegue manter o padrão de vida com o saldo da aposentadoria, enquanto 25% seguem trabalhando e os 74% restantes dependem de parentes ou de caridade.

Você contribui com uma quantia por um período e, ao fim deste tempo, você aproveita o montante como quiser.

Quais os tipos de previdência que existem?

Vamos dar um passo atrás.
É preciso que você entenda as duas grandes categorias:

  1. A Previdência Social (ou Pública) e;
  2. A Previdência Privada (ou Complementar);

O que é a Previdência Social e como funciona?

A Previdência Pública é toda baseada no princípio da solidariedade. Todo mundo que trabalha com carteira assinada têm uma parte descontada que vai para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Esta contribuição é o que sustenta aqueles que estão aposentados e pensionistas. Quando os trabalhadores de hoje se aposentarem, eles serão bancados pelos empregados do futuro. E assim por diante.

Mas…a conta não fecha

Em 2017, a Previdência arrecadou R$ 414 bilhões e gastou R$ 685 bilhões. O dinheiro dos contribuintes até entra, mas as despesas com aposentadorias e benefícios crescem mais rápido. Em outras palavras: a conta não fecha.

E o que já está insustentável pode ficar ainda pior.

O Brasil não se preparou para o envelhecimento da população. Cada vez mais, temos MENOS gente trabalhando para pagar a aposentadoria de MAIS gente.

Atualmente, mais de 44 milhões de brasileiros recebem o benefício, que varia de um salário mínimo ao teto máximo de R$ 5.189,82.

A verdade é que não estamos conseguindo manter nem os nossos aposentados de hoje, quem dirá os que virão amanhã – em um número ainda mais expressivo.

Para ter uma aposentadoria tranquila e sem depender da Previdência Pública, você precisa te um Plano B, algo para complementar a renda que o Governo irá te pagar.

Você precisa de uma previdência por conta própria.

Como funciona, na prática, a Previdência Privada ou Complementar?

A Previdência Privada (também chamada de Previdência complementar) é uma opção para quem quer, no futuro, ter uma renda maior do que a garantida pela Previdência Social. Ela se divide em Previdência Privada Aberta e Previdência Privada Fechada.

A Previdência Privada fechada são aquelas restritas a um número de pessoas.
Geralmente, são criadas por empresas ou associações. Muitas delas assumem o papel de patrocinadoras, contribuindo para o plano de benefício.

Por exemplo, para cada quantia que o colaborador investe, a empresa investe o mesmo montante em cima. Assim, o acúmulo de capital é maior e consequentemente, o benefício também.

A Previdência Privada aberta tem três agentes principais: a seguradora, a gestora e a distribuidora.

Quem garante que o dinheiro da sua aposentadoria vai estar lá quando você precisar? Quem assume os riscos do contrato é a seguradora. Ela pode ser do próprio banco – como é o caso da Brasilprev Seguros, Itaú Seguros ou Bradesco Seguros – ou independente, como a Icatu, a SulAmérica e a Porto Seguro.

Quem toma as decisões do que fazer com aquele dinheiro é a gestora. É o gestor do fundo quem decide se é hora de comprar títulos privados, moedas, ações, etc. Ele pode ser do próprio banco, ou independente, como é o caso dos gestores que estão por trás da Verde, da Vinci e da Ibiuna.

O distribuidor é quem vai fazer a sopa de letrinhas (PGBL ou VGBL) chegar até você. É ele que vai te vender o plano de previdência. Ele pode ser um gerente do banco, um corretor de seguros ou até mesmo a plataforma online da sua corretora, por onde você já investe.

Aposto que você conhece alguém que passou por isso: seu (ou sua) gerente do banco te liga. e diz que tem um plano de previdência para você. Simpático(a), te oferece um café, promete estabilidade e um futuro promissor para o seu dinheiro em um plano de previdência. A pessoa – que provavelmente não tem muito tempo para pesquisar – aceita.

Traduzindo para o mundo real, seu gerente provavelmente está querendo bater meta.

Este VGBL ou PGBL são os apelidos dos planos de previdência. Para combinar com o café que o gerente te ofereceu, pense que o plano (PGBL ou VGBL) é um biscoito – ou bolacha, para os paulistas. O recheio desde biscoito, o(s) fundo(s) em que ele investe.

No geral, os bancos têm interesse de fazer tudo “dentro de casa”: ele tem sua própria seguradora, gerem o seu dinheiro e distribuem para você. Esse recheio “caseiro” acaba sendo ótimo…para o banco!
Dos R$ 751,5 bilhões em previdência aberta, os cinco maiores bancos detinham 90% do mercado em maio de 2018.

Fonte: Valor Econômico

Mas então…

Por que os melhores planos de previdência geralmente não estão nos bancos?

É comum que o gestor do banco concentre todo o seu patrimônio em um fundo que só tenha títulos públicos, além de cobrar caro para fazer isto.

Além do preço que o investidor paga para ter seu dinheiro gerido (taxa de administração), eles também cobram taxas de carregamento (uma espécie de pedágio para entrar ou sair do fundo).

Onde invisto meu dinheiro, então?

De uns tempos para cá, em um ambiente dominado por grandes bancos, começaram a amadurecer outras iniciativas.

Você deve investir nos mesmos planos – PGBL ou VGBL – mas com um recheio diferenciado.

Em fundos bons e diversificados, que combinam renda fixa, renda variável, juros e moedas na proporção exata para seu dinheiro render no longo prazo.

Recentemente, várias excelentes gestoras abriram seus fundos na “versão previdência”.

O que antes era restrito a grandes gestores de fortunas, agora chega ao investidor comum.

Trazendo mais flexibilidade à gestão de fundos de previdência, a legislação permitiu que eles administrassem os investimentos mais como um fundo multimercado – agora é possível ter maior percentual em ações, além de poder cobrar taxa de performance.

A queda da Taxa Selic (a taxa básica de juros) impulsionou a busca por alternativas mais rentáveis. Com a Selic a 6,5%, acabou a mamata dos 14,25% na Renda Fixa.

Ah, e a distribuição desses fundos ficou mais democrática, por meio de plataformas de investimentos e corretoras digitais. Alguns bancos até começaram a distribuir fundos de previdência de terceiros (sem ser do próprio banco), o que até pouco tempo atrás era um tabu.

Esta é uma forma inteligente de investir seu dinheiro da aposentadoria. Escolhendo o plano e o regime de tributação certos, você pode:
    • Não depender do da Previdêcia Social ou do INSS
    • Ter uma maior rentabilidade, mirando o horizonte de longo prazo;
    • Pagar menos imposto de renda hoje;
    • Chegar à menor alíquota de imposto do mundo dos investimentos tributáveis: 10%.

PGBL ou VGBL: entenda de uma vez por todas qual o indicado para você e porquê

Essas letrinhas podem ser o terror de quem está procurando investir em previdência, mas vamos entendê-las de uma vez por todas e usá-las a nosso favor.

Plano Gerador de Benefício Livre ou Vida Gerador de Benefício Livre?

Esqueça as siglas. Você deve se perguntar: como eu declaro meu Imposto de Renda?

Se você é daqueles que deduz despesas médicas, gastos com instrução (educação), pensão alimentícia, seus dependentes, entre outros, você faz a declaração completa e, portanto, o PGBL é o mais indicado para você.

Isso porque ele te dá um benefício: entre as coisas que você pode abater do imposto (ou seja, deixar o leão comer menos o seu patrimônio), está a categoria “investimentos em Previdência”. Você pode aplicar nela até 12% da sua renda bruta anual.

Ou seja, só com a dedução em previdência, você pode pagar 12% menos de imposto.

Por exemplo, se uma pessoa ganha R$10.000,00 no ano, pode aplicar até R$1.200,00 em um plano de previdência PGBL. Ela só vai pagar imposto sobre os R$8.800,00 restantes.

Se o valor do Imposto é menor, naturalmente você consegue investir mais. Neste exemplo, são R$330,00 por mês de vantagem fiscal. Isso, em 20 anos, são R$ 79.200,00. Sim, faz uma enorme diferença.

Quando lá na frente você for sacar o dinheiro, você vai pagar imposto sobre todo o patrimônio investido.

Se você faz a declaração simples, o VGBL é o mais indicado.

Como você não faz as deduções e simplifica, é como se o leão combinasse com você: olha, vou fixar em 20% de taxa de desconto e vou te cobrar Imposto de Renda só sobre 80% dos Rendimentos.

Continue lendo nosso guia:  O que é a Reforma da Previdência ?

Escrito por Equipe Vitreo

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